sexta-feira, 25 de outubro de 2024

Reconecte-se

Em um mundo saturado de conquistas e impulsionado por uma ânsia incessante por mais, por que persiste em nós uma sensação de vazio? A busca incessante por acumulação muitas vezes nos cega para o que verdadeiramente nutre a alma: as conexões humanas.

Imersos em nossas bolhas digitais, perdemos de vista que somos parte de um tecido social. A solidão, travestida de individualidade, nos impede de florescer em nossa plenitude de seres sociais. Trocamos a profunda riqueza das relações humanas – o apoio mútuo, o aprendizado compartilhado, a alegria que se multiplica – pela miragem de uma felicidade instantânea, efêmera e superficial. A verdade é que a felicidade mais genuína e duradoura floresce nos laços que cultivamos com as pessoas que amamos.

A frenética rotina do dia a dia nos impede de valorizar os detalhes, os pequenos gestos que carregam significado. Mas e se, em vez de perseguir incessantemente a felicidade em bens materiais, nutríssemos a gratidão por tudo o que já possuímos, pelas pessoas que nos cercam?

Sejamos, então, a transformação que almejamos para o mundo. Com um simples ato de gentileza, podemos inspirar uma onda de conexões e construir um futuro mais humano e conectado.

Ubuntu: "Eu sou porque nós somos"


quinta-feira, 20 de junho de 2024

O automobilismo ainda é uma paixão?


    Para um apaixonado por automobilismo como eu, marcado pela perda irreparável de Senna, o interesse pelas corridas havia se esvaído como a fumaça de um pneu cantando na reta final. Por isso, confesso a surpresa quando, numa simples quinta-feira, fui questionado duas vezes sobre o mesmo assunto: a lendária 24 Horas de Le Mans.

    A magia da F1 se dissipou com o silêncio ensurdecedor que se seguiu à morte de Senna. Sem um novo talento brasileiro para vibrarmos, a chama da paixão foi se apagando lentamente. Não desmereço os pilotos que vieram, mas poucos reacenderam aquela fervorosa conexão que Senna despertava em toda uma nação. Talvez um novo tipo de competição, com suas próprias histórias e rivalidades, pudesse reacender a chama. Foi nesse contexto que as perguntas sobre as lendárias 24 Horas de Le Mans me pegaram de surpresa.

    E então, como um trovão em céu azul, a lembrança do filme "Ford vs Ferrari" invadiu minha mente. Assisti-lo pela segunda vez reacendeu uma faísca adormecida. Para quem ama carros e a épica batalha entre as máquinas e a perseverança humana, aquele filme é um portal para um mundo de paixão automotiva.

    A curiosidade falou mais alto. Armado com meu tablet e fones, acompanhei os primeiros momentos da corrida enquanto a vida seguia ao redor. As horas se desenrolaram em um turbilhão de safety cars, quebras e ultrapassagens espetaculares. Era impossível não se envolver, uma faísca daquela antiga emoção reacendendo a cada disputa na pista.

    Em meio ao espetáculo dos Hypercars, a história da equipe feminina Iron Dames, conquistando um notável 5º lugar na LMGT3, injetou uma dose de inspiração. E a Ferrari, a lendária marca que me lembrava dos tempos de glória na F1, protagonizou um feito incrível: campeã em 2023 após 50 anos de ausência, com o carro número 50. O destino, com sua ironia, quase lhes pregou uma peça em 2024 com a porta teimosa do carro 50, levando à vitória do carro 51. Os deuses do automobilismo realmente têm seu senso de humor!

    A cada volta, a cada ultrapassagem, a cada desafio superado, a paixão adormecida em meu peito despertava com uma nova intensidade. Aquele cético que havia se afastado do esporte redescobria um novo amor, uma nova razão para vibrar com o ronco dos motores.

    Agora, aguardo ansiosamente pelas 6 Horas de São Paulo, um retorno da emoção para nossa casa. Quem sabe, este novo ciclo não seja apenas meu, mas de tantos outros que, como eu, sentiram a falta de um ídolo como Senna, mas podem encontrar neste novo capítulo do automobilismo uma nova razão para se apaixonar.

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Integração é a solução para burocracia?

Hoje enquanto assistia a GloboNews em Ponto, o Octavio Guedes disse: O Brasil é o único país que usa a tecnologia para burocratizar o sistema.

De fato ele estava com toda a razão, afinal tivemos um processo de cadastramento biométrico ao qual serve também para melhorar a segurança no sistema eleitoral. Durante o último ano o que mais vi foram pessoas enfrentando filas para esse recadastramento é até 2022 o TSE estima estar com todos os eleitores cadastrados. Fazem 8 anos que fiz o recadastramento biométrico e desde então houveram duas eleições gerais e se não me engano mais duas estaduais, enfim o TSE iniciou esse processo em 2008, uma previsão de 14 anos para se concluir esse recadastramento. Será que de fato necessita tanto tempo para essa atividade? Creio que não! A burocratização não vêm de hoje, é algo bem mais antigo que foi sendo adotado de forma progressiva ao longo dos governos sem encontrar de fato uma solução, lembro também que só pude emitir meu CPF com 16 anos e hoje 20 anos depois as crianças já saem registradas da maternidade com seu CPF. Por que todas as esferas governamentais não evoluíram em conjunto, por qual motivo não há o cruzamento/integração/compartilhamento dos dados? Creio eu que seja por incompetência para fazê-lo como também para manter uma base de dados dessa segura, afinal aquisição de software no país é um dos esquemas que gera gastos inacreditáveis com a compra e renovação de licenças de uso. Essa falta de integração faz que se mudarmos de um estado para outro e meu RG for extraviado de alguma forma, eu terei de ter um novo não consigo uma segunda via ao menos que volte para o estado de origem. Nesse ponto a CNH é um documento abrangente, pois contém o número de RG e CPF também, contudo há várias empresas e órgãos governamentais que não a aceitam como documentação para comprovar esses dois itens, acredite se não apresentar eles separadamente você não conseguirá um emprego e/ou resolver suas pendências com o órgão. A frase Burocracia atrapalha. Onde se cria muita dificuldade, há sempre alguém vendendo facilidades. - Lori Tansey retrata bem a situação do Brasil, não só na política, mas como um todo.

quinta-feira, 8 de março de 2018

Mais uma eleição

No dia 02/10/2018 fará 4 anos da postagem Você Fiscal, mais uma vez estamos em um momento importante de de nossa nação. Após várias denúncias contra o sistema político vigente até poucos meses, muitos eram os inocentes, esses mesmos todos investigados e possíveis corruptores e corruptos da máquina pública.

São pessoas que acreditamos defender nossas ideias, nossa filosofia de vida, nosso modo de pensar, pessoas que vão mudar algo. Ao fim tudo indica que a única mudança ocorre nelas mesmas, pois se tornam iguais aos que lá já estavam. Por isso são todos da mesma laia.

Por qual motivo isso ocorre? Por que eles se corrompem e se sujam, se juntam aos carcarás e hienas famintos e sedentos de poder e dinheiro.

Quando se está no ninho das víboras ou você se torna uma ou você se torna alimento de uma. O jogo da política sempre vai ser esse o ganha ganha entre eles afinal, a aprovação de qualquer que seja o projeto depende dos aliados que você têm.

A política no nosso país não vai mudar agora, não vai mudar nos próximos 50 anos. Relativamente somos um país jovem, e com pessoas burras demais em querer se preocupar com um futuro tão presente.

Não creio que tão cedo será possível notar mudanças na estrutura política para uma reforma... A reforma política deve ser vista como a extinção de uma raça. Poucos são os bons naquele recinto, e assim o serão por menos tempo ainda.

sábado, 16 de abril de 2016

Manezão

Recentemente foi sediado no Brasil a copa do mundo de futebol no período de 12 de Junho há 13 de Julho de 2014 em Brasília tivemos o ressurgimento de um monstro, a cidade é tomada de elefantes brancos e pelo que pudemos ver, temos que mante-los vivos e saudáveis.




Estava prevista a verba de R$ 697 milhões (vamos colocar todos os zeros para que você tenha ciência R$ 697.000.000,00) para a reforma do Estádio Nacional de Brasília (Mané Garricha), porém algum estagiário (me desculpem) deve ter levado a culpa pelo calculo errado. Veja que ao fim do processo o gasto foi de R$ 1,5 bilhões (R$ 1.500.000.000,00).

Levando em consideração que a cesta básica em Brasília estava ao valor de R$ 355,70 no mês de Fevereiro de 2015 a conta é simples seria possível a aquisição de 4.217.036 cestas. Esses são os valores para a reconstrução…

Agora vamos com calma pois há a necessidade de se manter o Mané e sabe qual o valor? O gasto mensal é de R$ 600.000,00 (1.686 cestas), e mesmo assim o que temos hoje é um estádio que apresenta problemas de goteiras, elevadores sem funcionar, falta de água aquecida e acreditem até papel higiênico anda em falta.

A falta desse ultimo item é compreensível, afinal o governo atual está tendo que utilizar bastante para limpar não só as cagadas do governo anterior como também as suas.

O que ficou claro é que os gastos da copa de 2014 foram maiores que a soma das três ultimas edições, e isso somente para “reforma” dos elefantes.

Foram prometidas varias obras de infra estrutura para a copa que até o momento não chegaram se quer perto de ficarem prontas. ainda em Brasília aguardamos a conclusão do VLT que agora está previsto para 2018… putz… um atraso de quatro anos para realizar a entrega da obra, que também já teve os seus gastos recalculados e custará quase o dobro do valor orçado, e isso nesse momento, pois até a entrega será uma outra fatia de pizza. Acompanhe mais alguns detalhes dessa obra aqui.

Mas não se assuste, em Brasília atraso em obras do governo são toleráveis, afinal o metrô da cidade que teve suas obras iniciadas em 1992 com previsão de inauguração em 1994 sofreu com um pequeno atraso que só ocorreu em 2001… detalhe até o presente momento a obra não foi conclusa.

domingo, 13 de dezembro de 2015

Salto do Indaiá

No dia 31/01 saímos em galera (nove no total) para realizar uma trilha. Eu estava muito animado afinal o Gabriel e o Guilherme estavam nessa empreitada, para completar a aventura iriamos acampar para passar a noite então seria muito bom.
Salto do Indaiá
Acordei cedo pois havia prometido uma farofa de frango para os moleques, e vou lhe falar... estava ótima... não sobrou nem para o cachorro, de forma bem modesta posso dizer que uma farofa assim são poucos que sabem fazer.

Para variar um pouco... só um pouco... nada alem do normal e como todos sabem o Alex enrolou mais uma vez, porem dessa vez ele teve a grande ajuda do cunhadinho dele... Parabéns Wellington por me deixar indignado com o atraso dos dois.
Rio Itiquira
Enfim jogamos as tralhas nos carros e pegamos estrada... seguimos em direção da Cachoeira do Indaiá, dali sairíamos para nossa trilha. A intenção seria chegar até a queda da Cachoeira Salto do Itiquira e assim foi feito. mas antes a tropa se alimentou com a farofada...

Enfim a nossa trilha começou na cachoeira do Indaiá e fomos descendo pelo rio Itiquira, aonde pudemos apreciar a beleza da Canhoeira Véu de Noiva até chegar a topo da Cachoeira do Itiquira.
Véu de Noiva
Ao todo foram cerca de 10km de trilha (considerando ida e volta), a maior parte do percusso e feita as margens do rio. Mas não pense que se trata de uma trilha fácil de ser feita, apesar de curta é penosa pois há varias oscilações no terreno e algumas subidas duras de serem feitas se não estiver com o corpo preparado.












Falando em corpo não esqueça de levar uma boa quantidade de água para reidratação e frutas é claro, de preferencia maças e goiabas, leve também biscoitos e barras de cereais.

Faça uma boa divisão da carga com os outros participantes da trilha, assim não haverá sobrecarga em ninguém ou seja um melhor aproveitamento do passeio.


Nossa trilha foi boa, eu particularmente senti dificuldades na volta pois não estava preparado fisicamente para aquela subida. Tivemos que realizar três pequenas paradas para que pudesse me recuperar, me surpreendi como o Gabriel e o Guilherme fizeram a trilha numa boa. os moleques estão bem... afinal... só estudar e jogar bola... ai é mole.


Para terminar o primeiro dia acampamos, fizemos uma fogueira e preparamos um macarrão... está certo que não foi aquele macarrão afinal nossa fogueira era muito da sem vergonha... mas foi feita com o esforço de todos e conseguimos comer bem.
Ao lado da queda do Itiquira

O local do acampamento oferece duchas e sanitários bem cuidados alem é logico de terem um refeitório aonde é possível comprar comida e bebidas, oferecem café da manhã, almoço e jantar.

Ao acordarmos tomamos um ótimo café colonial, tudo muito saboroso o café e o bolo estavam maravilhosos e agora estávamos preparados para bater uma bola...

Ao fim para terminarmos nossa manha aproveitamos a piscina do camping, o pessoal da região gosta de ir ao local para fazer um churrasco e tomar um cerveja, aproveitando o clima agradável da região. Apesar do calor estava fazendo o clima estava bom pois há bastante sombra das árvores.


A trilha não foi feita por completo, deveríamos ter descido até a queda do Salto do Itiquira para ficar completo, também não chegamos até a Véu de Noiva, ficará para um próxima quando o corpo estiver em melhores condições físicas e aproveitarmos melhor o tempo sem atrasos na saída.

Se gosta de trilhas de acampamento de natureza, vá... se organize planeje e faça uma boa caminhada.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

O Texto Perdido do Orkut: Uma Jornada de 12 Anos Entre Códigos Abertos e Novas Vidas

    Perder um texto, ainda mais um que se achava no falecido Orkut, é como perder um pedaço de memória. Dói, não é? Especialmente quando se trata de um registro de uma fase tão rica e transformadora da vida. Há doze anos, quando eu o escrevi, ele era um espelho das mudanças, escolhas e desafios que me moldavam.

    Naquela época, a rotina profissional era um turbilhão. Trabalhava com o DP35, um equipamento que, para quem não conhece, era essencial na coleta de dados de consumo de água para a Caesb, com emissão simultânea de contas. Paralelamente, eu estava mergulhado em outro projeto, prestando serviço à Secretaria de Saúde no Cadastro do SUS (CADSUS). A mente estava a mil por hora!

    Foi nesse período que tive a chance de experimentar o StarOffice na Projel, graças ao sistema de qualidade da empresa. Mal sabia eu que aquilo seria o portal para uma nova cultura. Entre maio e junho de 2002, todas as versões foram substituídas pelo OpenOffice, a versão de código aberto. Essa mudança me aproximou ainda mais do universo do Software Livre.
 
    O Impacto do Software Livre e a Resistência
    Essa foi a base para o texto de doze anos atrás: minha decisão de adotar o Software Livre. E, acredite, não foi uma escolha fácil. O preconceito era (e ainda é, em certa medida) enorme. Inúmeras vezes ouvi frases como: "Se é Linux, não presta", "Se é OpenOffice, não presta". Era frustrante ver a recusa em dar uma oportunidade, em sair da zona de conforto, em adquirir conhecimento.

    O medo do novo e do desconhecido é, para mim, uma das piores coisas que um ser humano pode cultivar. Ele nos aprisiona em um mundo pequeno, cheio de dúvidas e crenças limitantes. Que pena não dar uma chance para o novo.
 
    Uma Nova Vida, Novas Perspectivas 
    Em meio a essa jornada profissional e tecnológica, meu texto também abordava um evento que mudaria minha vida para sempre: o nascimento do meu filho naquele ano. Mais responsabilidades, mais dúvidas, mais anseios. Não foi fácil, mas foi um período de muito aprendizado e crescimento. Sou imensamente grato aos colegas de trabalho, às listas de discussão (que na época "bombavam" e eram uma fonte incrível de conhecimento), aos familiares e amigos.

    Agradeço a todos que tiveram a paciência de me ensinar e de me escutar. E assim, completamos mais um ano, fazendo novas escolhas todos os dias.

    Refletindo sobre essa jornada, qual foi a decisão mais transformadora que você já tomou e como ela impactou sua vida?

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Você Fiscal



O dia mais importante desse ano ou melhor um deles está próximo, no dia 05 de Outubro vamos exercer um dos maiores direitos da nossa "democracia".

Não há um consenso para a definição de democracia, contudo desde os tempos antigos foram identificadas três características essenciais. Que são a Igualdade a Liberdade e o Estado de Direito.

Mas considerando que não temos a liberdade de escolher se queremos ou não votar, ou seja o voto não é facultativo, isso é só um demonstrativo que a democracia no Brasil ainda é imperfeita e não plena.

O nosso sistema de votação era realizado por cédulas e foi modificado em 1996, quando passamos a utilizar a urna eletrônica, essa que por sua vez sempre teve contradições sobre a sua eficiência e segurança.

Para agravarmos um pouco mais a situação das eleições desse ano, não foram realizados quaisquer testes como os que foram feitos a partir de 2002.

Então como podemos ter certeza de que nossos votos estão sendo contabilizados de forma adequada?

Pensando nisso surgiu o projeto Você Fiscal financiado por eleitores, que assim como nós se importam com seus votos, essa é a melhor opção para exercermos o nossos direitos. Acesse o link acima e assista o vídeo que explica a real importância desse projeto, participe, divulgue. vamos fazer tudo o que for possível para auditarmos os dados das urnas, e garantirmos que nossos votos não sejam convertidos de “alguma forma” para candidatos incoerentes a nossa escolha.

Para facilitar ainda mais nossas vidas, há um APP para Android, que já disponível no Google Play. Não vamos perder a oportunidade de sermos nossos fiscais e de ajudarmos a construir um pais cada vez mais democrático.

"Vamos, participe você também dessa campanha."

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

O Poder e o Desafio da Comunicação: Entre Ouvir e Compreender

Na Bíblia, no primeiro capítulo de Gênesis, versículos 26 e 27, lemos:

"Então Deus disse: 'Façamos o homem à nossa imagem e semelhança. Que ele reine sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra, e sobre todos os répteis que se arrastem sobre a terra.'. Deus criou o homem à sua imagem; criou-o à imagem de Deus, criou o homem e a mulher."

Nesse trecho, percebemos que o homem foi criado à imagem e semelhança divinas. No entanto, mesmo com essa dádiva, a narrativa nos mostra um desafio fundamental: a compreensão. Adão e Eva receberam uma instrução clara sobre a árvore da sabedoria, mas a astúcia da serpente revelou que ouvir não é o mesmo que compreender plenamente. Essa falha, que os baniu do paraíso, ecoa um problema que persiste em nossa própria comunicação.

Da mesma forma, a Bíblia relata a queda de Lúcifer, que, por desejar o lugar de Deus, se tornou o "adversário", o "opositor". Essa busca por poder e a incapacidade de aceitar seu lugar demonstram uma profunda falha de entendimento sobre seu propósito e sobre a ordem divina.

Este parafraseado serve como uma introdução ao que realmente importa: a comunicação em nosso dia a dia. Você já parou para pensar na importância desse ato em nossas vidas?

Logo pela manhã, ao acordarmos, muitos já agradecem. Durante nossa jornada diária para o trabalho, interagimos com colegas, familiares e até mesmo estranhos. Seja ao ouvir o rádio, ler um livro ou uma revista, ou conversar no ônibus ou metrô, somos constantemente imersos na comunicação. Estamos sempre trocando informações, mesmo que sem perceber. Por exemplo, quando estamos em um transporte público e duas pessoas conversam, nossa mente, mesmo que relutantemente, capta e processa a conversa, formando opiniões sobre o que é dito.

Não há como fugir: nossa mente está sempre ativa, "fervendo" de ideias e absorvendo o mundo ao redor.

Alguns indivíduos nascem com o notável dom da palavra, seja ela escrita, falada ou desenhada. Essas pessoas, frequentemente, possuem uma compreensão das coisas em um nível mais elevado, utilizando sua habilidade para que outros também possam entender. No entanto, é aqui que reside um grande problema: embora Deus nos tenha feito à sua imagem e semelhança, não somos todos iguais em nossa capacidade de compreensão.

Seria ideal que, ao recebermos uma mensagem, fôssemos capazes de captar exatamente o que o outro quer nos transmitir. Mas nem todos nós possuímos a mesma capacidade de entendimento pleno das palavras e de seus significados. Essa dificuldade se agrava quando não temos o hábito de ler bons livros, assistir a bons programas ou ouvir músicas que expandam nosso horizonte cultural e intelectual.

Para nós, não basta apenas escutar e questionar; precisamos compreender. Somente assim poderemos repassar o conhecimento adquirido com sabedoria, sem o medo de errar em nossas palavras ou de sermos mal interpretados. Quantas vezes você já explicou algo a alguém e depois se perguntou por que a pessoa não entendeu? Seria uma falha de quem escutou, ou a sua explicação poderia ter sido mais clara?

Refletir sobre essa responsabilidade mútua na comunicação é o primeiro passo para construir pontes de entendimento, em vez de muros de mal-entendidos. Como podemos, a cada dia, aprimorar nossa forma de nos expressar e, crucialmente, de compreender o mundo e as pessoas ao nosso redor?