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sábado, 6 de junho de 2026

Velocidade, Nervos à Flor da Pele e uma Dose de Tédio: Minha Experiência no Endurance Brasil

    Faz algumas semanas, peguei a estrada rumo ao Autódromo de Brasília com alguns amigos e meu filho. O objetivo? Prestigiar um evento fantástico. Hoje, quero contar para vocês como foi esse dia sensacional ao lado de pessoas tão especiais.

    Só faltou uma coisa para o dia ser perfeito: que meus dois filhos estivessem juntos. Dessa vez, apenas o mais novo foi comigo — e o moleque estava mais animado que pinto no lixo! A empolgação era tanta que ele mal conseguiu dormir na noite anterior. Quem é pai sabe exatamente como é essa energia.

    Logo cedo, a turma passou para nos buscar. Nosso primeiro destino não era a pista, mas sim o Liberty Mall, onde rolava o Encontro Brasília Diecast (EBD).

    Para ser sincero, o que eu fui fazer lá? Eu nem curto muito essas paradas de colecionáveis. Mas o clima de pai falou mais alto: acabei comprando uns carrinhos para o meu moleque e — pasmem — um Ford GT amarelo para mim. Por que amarelo? Até agora não sei, já que nem gosto dessa cor! Coisas que só o entusiasmo do momento explica.

    O Templo do Automobilismo e a Magia dos Boxes

    De lá, partimos direto para o autódromo para acompanhar o Endurance Brasil.

    A visita aos boxes foi algo simplesmente fabuloso. Eu nunca tinha pisado em um evento desse porte. Estar ali teve um sabor nostálgico absurdo: passei boa parte da minha infância colado na TV assistindo à Fórmula 1. Como eu amava ver o Senna correr... O cara era um verdadeiro deus sobre rodas.

    Crescer com essa memória e, anos mais tarde, me apaixonar pelas 24 Horas de Le Mans transformou aquele momento em realidade. Estar nos boxes era como realizar 0,01% de um grande sonho de infância. Sentir e escutar o ronco dos motores de perto, ver a movimentação dos pilotos, a mecânica dos carros e a molecada enlouquecida por estar ali e com os brindes... Foi demais! E o meu moleque, como um bom desenrolado, não vacilou e tratou de garantir o seu boné autografado pelas escuderias.

    Foram longas horas de evento que, de tão boas, pareceram minutos. A velocidade na pista me deixava elétrico. Mas o automobilismo tem suas ironias, e preciso confessar algo engraçado para vocês.

    Em um determinado momento, o Safety Car entrou na pista e o ritmo da corrida despencou. O que aconteceu comigo? Comecei a dar umas famosas "pescadas". Sério! Mesmo com o barulho ensurdecedor dos motores ao fundo, o tédio bateu forte e o sono quase me venceu. Felizmente, foram poucas voltas em ritmo lento e a adrenalina logo voltou ao normal.

    O dia estava abafado, com o sol batendo forte na cabeça da galera. Uma corrida literalmente quente e acirrada. No momento da premiação, um dos meus amigos ainda mandou bem e conseguiu fisgar mais um boné para a coleção do dia.

    Mas nem tudo foi calmaria. No finalzinho, o clima pesou de verdade: começou a rolar uma confusão generalizada bem do nosso lado. O sangue subiu e eu confesso que comecei a ficar bem irritado com a situação. Se o meu amigo não estivesse ali do meu lado para me segurar e me acalmar, eu corria o risco de entrar no meio do bate-boca. Tá doido! Claro que eu não ia me envolver em briga de graça, mas que fiquei grilado, ah, eu fiquei. 😂😂😂 brincadeira pessoal, foi só um desentendimento por causa de um esbarrão.

    O Que Realmente Importa

    No fim das contas, o saldo foi absurdamente positivo. Foi fantástico estar ali com pessoas maravilhosas, compartilhando um instante de vida em um ambiente que todo mundo ali gostava. Ver a felicidade pura nos olhos do meu filho fez cada segundo valer a pena.

    Agora, já fico aqui na expectativa pelo próximo rolê com essa galera. Pode ser automobilismo, moto velocidade ou qualquer outra coisa; afinal, o que realmente importa nesses momentos é o privilégio de compartilhar a vida com quem a gente gosta.

    Antes que eu me esqueça: lá no evento conheci o criador do canal Matheus Automobilismo, um cara super gente boa. Quem quiser acompanhar os bastidores e o conteúdo dele sobre o meio, o link está logo aqui para vocês conferirem.

    Fiquem agora com algumas fotos e até a proximal...  😎

  

  

 

quinta-feira, 20 de junho de 2024

O automobilismo ainda é uma paixão?


    Para um apaixonado por automobilismo como eu, marcado pela perda irreparável de Senna, o interesse pelas corridas havia se esvaído como a fumaça de um pneu cantando na reta final. Por isso, confesso a surpresa quando, numa simples quinta-feira, fui questionado duas vezes sobre o mesmo assunto: a lendária 24 Horas de Le Mans.

    A magia da F1 se dissipou com o silêncio ensurdecedor que se seguiu à morte de Senna. Sem um novo talento brasileiro para vibrarmos, a chama da paixão foi se apagando lentamente. Não desmereço os pilotos que vieram, mas poucos reacenderam aquela fervorosa conexão que Senna despertava em toda uma nação. Talvez um novo tipo de competição, com suas próprias histórias e rivalidades, pudesse reacender a chama. Foi nesse contexto que as perguntas sobre as lendárias 24 Horas de Le Mans me pegaram de surpresa.

    E então, como um trovão em céu azul, a lembrança do filme "Ford vs Ferrari" invadiu minha mente. Assisti-lo pela segunda vez reacendeu uma faísca adormecida. Para quem ama carros e a épica batalha entre as máquinas e a perseverança humana, aquele filme é um portal para um mundo de paixão automotiva.

    A curiosidade falou mais alto. Armado com meu tablet e fones, acompanhei os primeiros momentos da corrida enquanto a vida seguia ao redor. As horas se desenrolaram em um turbilhão de safety cars, quebras e ultrapassagens espetaculares. Era impossível não se envolver, uma faísca daquela antiga emoção reacendendo a cada disputa na pista.

    Em meio ao espetáculo dos Hypercars, a história da equipe feminina Iron Dames, conquistando um notável 5º lugar na LMGT3, injetou uma dose de inspiração. E a Ferrari, a lendária marca que me lembrava dos tempos de glória na F1, protagonizou um feito incrível: campeã em 2023 após 50 anos de ausência, com o carro número 50. O destino, com sua ironia, quase lhes pregou uma peça em 2024 com a porta teimosa do carro 50, levando à vitória do carro 51. Os deuses do automobilismo realmente têm seu senso de humor!

    A cada volta, a cada ultrapassagem, a cada desafio superado, a paixão adormecida em meu peito despertava com uma nova intensidade. Aquele cético que havia se afastado do esporte redescobria um novo amor, uma nova razão para vibrar com o ronco dos motores.

    Agora, aguardo ansiosamente pelas 6 Horas de São Paulo, um retorno da emoção para nossa casa. Quem sabe, este novo ciclo não seja apenas meu, mas de tantos outros que, como eu, sentiram a falta de um ídolo como Senna, mas podem encontrar neste novo capítulo do automobilismo uma nova razão para se apaixonar.