quinta-feira, 23 de julho de 2015

O Texto Perdido do Orkut: Uma Jornada de 12 Anos Entre Códigos Abertos e Novas Vidas

    Perder um texto, ainda mais um que se achava no falecido Orkut, é como perder um pedaço de memória. Dói, não é? Especialmente quando se trata de um registro de uma fase tão rica e transformadora da vida. Há doze anos, quando eu o escrevi, ele era um espelho das mudanças, escolhas e desafios que me moldavam.

    Naquela época, a rotina profissional era um turbilhão. Trabalhava com o DP35, um equipamento que, para quem não conhece, era essencial na coleta de dados de consumo de água para a Caesb, com emissão simultânea de contas. Paralelamente, eu estava mergulhado em outro projeto, prestando serviço à Secretaria de Saúde no Cadastro do SUS (CADSUS). A mente estava a mil por hora!

    Foi nesse período que tive a chance de experimentar o StarOffice na Projel, graças ao sistema de qualidade da empresa. Mal sabia eu que aquilo seria o portal para uma nova cultura. Entre maio e junho de 2002, todas as versões foram substituídas pelo OpenOffice, a versão de código aberto. Essa mudança me aproximou ainda mais do universo do Software Livre.
 
    O Impacto do Software Livre e a Resistência
    Essa foi a base para o texto de doze anos atrás: minha decisão de adotar o Software Livre. E, acredite, não foi uma escolha fácil. O preconceito era (e ainda é, em certa medida) enorme. Inúmeras vezes ouvi frases como: "Se é Linux, não presta", "Se é OpenOffice, não presta". Era frustrante ver a recusa em dar uma oportunidade, em sair da zona de conforto, em adquirir conhecimento.

    O medo do novo e do desconhecido é, para mim, uma das piores coisas que um ser humano pode cultivar. Ele nos aprisiona em um mundo pequeno, cheio de dúvidas e crenças limitantes. Que pena não dar uma chance para o novo.
 
    Uma Nova Vida, Novas Perspectivas 
    Em meio a essa jornada profissional e tecnológica, meu texto também abordava um evento que mudaria minha vida para sempre: o nascimento do meu filho naquele ano. Mais responsabilidades, mais dúvidas, mais anseios. Não foi fácil, mas foi um período de muito aprendizado e crescimento. Sou imensamente grato aos colegas de trabalho, às listas de discussão (que na época "bombavam" e eram uma fonte incrível de conhecimento), aos familiares e amigos.

    Agradeço a todos que tiveram a paciência de me ensinar e de me escutar. E assim, completamos mais um ano, fazendo novas escolhas todos os dias.

    Refletindo sobre essa jornada, qual foi a decisão mais transformadora que você já tomou e como ela impactou sua vida?

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Você Fiscal



O dia mais importante desse ano ou melhor um deles está próximo, no dia 05 de Outubro vamos exercer um dos maiores direitos da nossa "democracia".

Não há um consenso para a definição de democracia, contudo desde os tempos antigos foram identificadas três características essenciais. Que são a Igualdade a Liberdade e o Estado de Direito.

Mas considerando que não temos a liberdade de escolher se queremos ou não votar, ou seja o voto não é facultativo, isso é só um demonstrativo que a democracia no Brasil ainda é imperfeita e não plena.

O nosso sistema de votação era realizado por cédulas e foi modificado em 1996, quando passamos a utilizar a urna eletrônica, essa que por sua vez sempre teve contradições sobre a sua eficiência e segurança.

Para agravarmos um pouco mais a situação das eleições desse ano, não foram realizados quaisquer testes como os que foram feitos a partir de 2002.

Então como podemos ter certeza de que nossos votos estão sendo contabilizados de forma adequada?

Pensando nisso surgiu o projeto Você Fiscal financiado por eleitores, que assim como nós se importam com seus votos, essa é a melhor opção para exercermos o nossos direitos. Acesse o link acima e assista o vídeo que explica a real importância desse projeto, participe, divulgue. vamos fazer tudo o que for possível para auditarmos os dados das urnas, e garantirmos que nossos votos não sejam convertidos de “alguma forma” para candidatos incoerentes a nossa escolha.

Para facilitar ainda mais nossas vidas, há um APP para Android, que já disponível no Google Play. Não vamos perder a oportunidade de sermos nossos fiscais e de ajudarmos a construir um pais cada vez mais democrático.

"Vamos, participe você também dessa campanha."

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

O Poder e o Desafio da Comunicação: Entre Ouvir e Compreender

Na Bíblia, no primeiro capítulo de Gênesis, versículos 26 e 27, lemos:

"Então Deus disse: 'Façamos o homem à nossa imagem e semelhança. Que ele reine sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra, e sobre todos os répteis que se arrastem sobre a terra.'. Deus criou o homem à sua imagem; criou-o à imagem de Deus, criou o homem e a mulher."

Nesse trecho, percebemos que o homem foi criado à imagem e semelhança divinas. No entanto, mesmo com essa dádiva, a narrativa nos mostra um desafio fundamental: a compreensão. Adão e Eva receberam uma instrução clara sobre a árvore da sabedoria, mas a astúcia da serpente revelou que ouvir não é o mesmo que compreender plenamente. Essa falha, que os baniu do paraíso, ecoa um problema que persiste em nossa própria comunicação.

Da mesma forma, a Bíblia relata a queda de Lúcifer, que, por desejar o lugar de Deus, se tornou o "adversário", o "opositor". Essa busca por poder e a incapacidade de aceitar seu lugar demonstram uma profunda falha de entendimento sobre seu propósito e sobre a ordem divina.

Este parafraseado serve como uma introdução ao que realmente importa: a comunicação em nosso dia a dia. Você já parou para pensar na importância desse ato em nossas vidas?

Logo pela manhã, ao acordarmos, muitos já agradecem. Durante nossa jornada diária para o trabalho, interagimos com colegas, familiares e até mesmo estranhos. Seja ao ouvir o rádio, ler um livro ou uma revista, ou conversar no ônibus ou metrô, somos constantemente imersos na comunicação. Estamos sempre trocando informações, mesmo que sem perceber. Por exemplo, quando estamos em um transporte público e duas pessoas conversam, nossa mente, mesmo que relutantemente, capta e processa a conversa, formando opiniões sobre o que é dito.

Não há como fugir: nossa mente está sempre ativa, "fervendo" de ideias e absorvendo o mundo ao redor.

Alguns indivíduos nascem com o notável dom da palavra, seja ela escrita, falada ou desenhada. Essas pessoas, frequentemente, possuem uma compreensão das coisas em um nível mais elevado, utilizando sua habilidade para que outros também possam entender. No entanto, é aqui que reside um grande problema: embora Deus nos tenha feito à sua imagem e semelhança, não somos todos iguais em nossa capacidade de compreensão.

Seria ideal que, ao recebermos uma mensagem, fôssemos capazes de captar exatamente o que o outro quer nos transmitir. Mas nem todos nós possuímos a mesma capacidade de entendimento pleno das palavras e de seus significados. Essa dificuldade se agrava quando não temos o hábito de ler bons livros, assistir a bons programas ou ouvir músicas que expandam nosso horizonte cultural e intelectual.

Para nós, não basta apenas escutar e questionar; precisamos compreender. Somente assim poderemos repassar o conhecimento adquirido com sabedoria, sem o medo de errar em nossas palavras ou de sermos mal interpretados. Quantas vezes você já explicou algo a alguém e depois se perguntou por que a pessoa não entendeu? Seria uma falha de quem escutou, ou a sua explicação poderia ter sido mais clara?

Refletir sobre essa responsabilidade mútua na comunicação é o primeiro passo para construir pontes de entendimento, em vez de muros de mal-entendidos. Como podemos, a cada dia, aprimorar nossa forma de nos expressar e, crucialmente, de compreender o mundo e as pessoas ao nosso redor?