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quarta-feira, 14 de maio de 2025
Um Eco em Junho, Uma Sombra em Julho
Relembro os dias frios, de um junho quedo e brando,
Onde em teus braços buscava um sol das dez, amando.
Queria o calor de teu corpo, em vão, desmemoriar-te,
Mas teu perfume em meu moletom prendia-me à tua arte.
Ó, doce aroma que ficava, de ébano cabelo em flor,
E agora a mente se divide no que o destino não quis ter por cor.
Um beijo só, perdido em noite que não encontra aurora,
Noite sem fim, tão bela, presença que o tempo não devora.
Tua energia sinto em sonhos, etérea e constante visão,
E de teu ser, ó amada, jamais terei o coração em vão.
Tudo transcende o mundo prosaico, em névoa sutil se eleva,
Um segredo d'almas unidas, um amor que em nós se ceva.
Pois nesse amor que não vingou, que em sonho ainda reside,
Há a beleza melancólica que a alma do poeta não esconde, nem divide.
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